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REEDUCAÇÃO DOS PROFISSIONAIS DA MODA PARA UMA ECONOMIA CIRCULAR

Há muitas oportunidades para a indústria da moda avançar na direção da circularidade, mas muitos dos seus profissionais ainda não sabem por onde começar, devido à falta de conhecimento e habilidades relacionadas à moda circular. Para resolver isso, sugere-se a implementação de treinamentos em design circular, novos modelos de negócios e produção de programas educacionais que sincronizem as universidades com a indústria.


Muitas marcas também não sabem como iniciar a transição para uma economia circular. Existem tecnologias, provedores de soluções e inovações disponíveis, mas tais opções não estão sendo exploradas por todos.


Uma solução promissora é a reeducação dirigida a profissionais da indústria da moda, de

modo a lhes dar as ferramentas necessárias para passar de um sistema linear a um sistema

circular sem geração de resíduos.


A reeducação se daria por meio de uma nova escola de design circular, novos modelos de negócios que pensassem além do ponto de venda da roupa, focando no acesso e retreinamento dos atuais e futuros profissionais da moda.


Os profissionais de hoje não são treinados para projetar e produzir designs direcionados à função da vestimenta para o usuário final, nem o fazem pensando no fim da vida útil da peça. Atuar no início da cadeia é importante porque é onde ocorre 80% do impacto ambiental.


É essencial entender a fase de uso e a fase final da vestimenta. Na fase de uso, é preciso focar novamente a atenção no usuário e na função que a vestimenta terá para o consumidor.


Designers precisam considerar os ciclos de vida adequados, selecionando materiais e

construções que atendam ao uso e à função de um produto, em um projeto lógico e

sustentável.



Na fase de final de uso, os designers precisam abraçar as complexidades dos processos da cadeia de suprimentos no estágio final: coleta, classificação, limpeza, reparo, reutilização, reciclagem.

Quanto aos modelos de negócios, estes devem ser projetados paralelamente ao produto. A

durabilidade da vestimenta deve vir acompanhada de um modelo de negócio que promova o cuidado e facilite o reparo.


Além disso, roupas projetadas para serem recicladas somente serão efetivamente recicladas se existir um processo para coletá-las do consumidor e reintroduzi-las no sistema. No entanto, o processo de reciclagem deve ser considerado como último recurso para evitar o efeito cascata (ou down-cycling), portanto, estratégias que prolonguem a vida útil da peça, como aluguel e revenda, devem ser priorizadas.


Por outro lado, modelos de negócios baseados no acesso à roupa, como aluguel de peças ou compra de roupas em segunda mão, implicariam que a estrutura de custos das roupas mudaria significativamente, de modo que vários proprietários assumissem o custo da roupa onde antes apenas um proprietário assumia, e que as roupas deveriam ser redesenhadas para acomodar vários proprietários e durarem mais.


No que diz respeito ao treinamento, muitas universidades ainda formam para a indústria do passado.

Enquanto o setor está adotando novas habilidades e uma mentalidade circular, os graduados estão equipados com as habilidades e a mentalidade de um modelo linear. A adoção da circularidade na indústria da moda continua sendo vantagem competitiva dos gigantes de melhor desempenho, e a aceitação da circularidade na educação da moda é um privilégio para algumas instituições especializadas e de ponta. O que é imperativo para a expansão global do conceito de circularidade é o desenvolvimento colaborativo e sua disseminação através da indústria e da academia.


Alcançar mudanças significativas e sustentadas requer um conjunto comum de princípio, processos e uma linguagem unificada entre a academia e a indústria. Isso será alcançado por meio de treinamento paralelo entre os setores. A indústria contribuirá trazendo os conhecimento, habilidades e atitudes que procura, enquanto a academia fornece novos insights e pesquisas sobre os desafios do setor. Por fim, a reeducação dentro das universidades e das marcas deve ser feita em sincronia, a fim de acelerar a mudança que nosso sistema precisa.


Esta pode ser uma oportunidade para investimentos de impacto na economia criativa, direcionando recursos para designers através da ação conjunta entre empreendedores sociais e fundos de investimento, para que os criadores possam ter o capital e as ferramentas necessárias e serem capazes de os conectar com as competências empresariais de que necessitam.


Referências:

- Article, “The re-education of fashion professionals for a circular economy”.

Available at: https://fashionunited.com/news/business/the-re-education-of-fashion-

professionals-for-a-circular-economy/2020032732811

- Stanford Social Innovation Review. Article: “Capital for creativity”. Fall 2017.

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