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Fórum da Juventude "Modelos regenerativos"


Poster of the event with dates and speakers

Resumo do evento


A Hecho por Nosotros (HxN) e sua empresa social irmã, animaná, apresentaram o evento “Modelos Regenerativos: Rumo à Resiliência na Moda” no 10º aniversário do Fórum da Juventude do ECOSOC. O evento focou em modelos regenerativos na indústria da moda e proporcionou um espaço de conexão entre novos jovens líderes da moda sustentável. A conversa foi conduzida por Jennifer Fisher, embaixadora da HxN na ONU e fundadora do Fisher Clay Group. O painel foi composto por:


Adriana Marina, fundadora e presidente da Hecho por Nosotros e da empresa B animaná

Radhika Shah, copresidente da Stanford Angels & Entrepreneurs

Sarah Gresty, líder do curso de Bacharelado em Moda da Central Saint Martins

Yoann Regent, especialista em biodiversidade e bem-estar animal da Kering


Yoann começou explicando a ideia da agricultura regenerativa, uma agricultura com impacto positivo na saúde do solo, na diversidade animal e nas pessoas, guiada por um modelo que se concentra mais no resultado e menos nas práticas.


A indústria da moda tende a esquecer de onde vêm os materiais que utiliza, já que as cadeias de suprimentos são longas e fragmentadas; mas o maior impacto pode começar no fornecimento, ou seja, no nível da fazenda. Para medir e quantificar esse impacto, a Kering desenvolveu uma ferramenta de lucro e perda ambiental que analisa suas atividades. O grupo também lançou o Fundo Regenerativo para a Natureza, um fundo que apóia modelos de agricultura regenerativa em todo o mundo.


Yoann também argumentou que a tecnologia será útil para conectar fornecedores a marcas, além de ajudar agricultores a aumentarem sua visibilidade para eventualmente ampliarem suas práticas de agricultura regenerativa.


Por último, a educação foi retratada como o elemento-chave no fortalecimento dos movimentos regenerativos.


Sarah apresentou as iniciativas utilizadas na Central Saint Martin para aumentar o uso de roupas feitas de forma responsável. A escola de moda com sede em Londres está trabalhando com materiais feitos à base de plantas e tecidos com origem responsável.


Em 2015, um professor sensibilizou os alunos sobre o impacto que a produção de caxemira teve nos solos da Mongólia, à medida que o aumento da população de cabras destruiu o solo e prejudicou sua regeneração. Uma solução sugerida foi o desenvolvimento de fibra yak para substituir a caxemira.


Sarah continuou enfatizando que a educação ajudou a abrir os olhos dos alunos e professores sobre as linhas e o material que estavam usando. Hoje, a escola está prestando mais atenção na origem dos tecidos. Exemplos de projetos criativos incluem um aluno que criou uma alternativa ao couro a partir de polpa de suco de manga coletada em bares de Londres. Devido à pandemia, os alunos que trabalhavam em seus países de origem tiveram que apresentar ideias inovadoras.


Adriana comentou que todos os atores precisam estar envolvidos para que haja uma mudança sistêmica, começando por incluir o conhecimento das comunidades locais e a sabedoria dos povos indígenas nas discussões sobre indústria da moda. Para isso, é necessária uma estrutura colaborativa, em que todos os atores, incluindo os jovens líderes, tenham voz.


Hoje em dia, existe uma enorme oportunidade de compartilhar experiências e aumentar as colaborações através da ajuda da tecnologia A tecnologia pode se tornar a principal ferramenta para criar grupos locais de confiança. Pode estimular maior transparência, rastreabilidade e aumentar a colaboração no mercado da moda. A HxN está ajudando pequenos produtores locais a ganharem visibilidade e acessarem os principais atores do mercado, designers, acadêmicos e instituições em todo o mundo. O toolkit da HxN, denominado Igniting Circular Fashion Through Collaboration (Incentivando a Moda Circular Através da Colaboração), concentra-se em integrar todos os participantes, de produtores a consumidores, em um modelo circular regenerativo. Baseado em estudos de caso e nas melhores práticas incorporadas em modelos circulares, permite o acesso, conecta, melhora e ajuda a co-criação de cadeias regenerativas circulares.


Radhika comentou a respeito das atuais oportunidades de investimento em modelos regenerativos. Atuar nesse campo apresenta oportunidades para colaborar com fundações e governos, bem como construir infraestruturas público-privadas. Entre os exemplos está Boheco, uma companhia que trabalha com agricultores desfavorecidos na Índia, ajudando-os a se conectarem com produtores e atores maiores.


Além disso, investir em projetos de moda sustentável é visto como um modelo de negócios eficaz, já que os consumidores apoiam projetos responsáveis. A geração Z vai influenciar o desenvolvimento de negócios de impacto e os investidores terão um papel importante nisso.


Mais uma vez, Radhika enfatizou como a tecnologia pode desempenhar um papel importante no fechamento da lacuna de conhecimento entre os investidores de impacto e as histórias e habilidades sociais dos artesãos.

Principais conclusões

  • A agricultura regenerativa tem impacto positivo no ecossistema e nas pessoas, além de estar profundamente enraizada nas tradições e na história da indústria têxtil.

  • A educação tem o poder de ensinar produtores, fornecedores, designers e clientes - ou seja, todos os membros da cadeia de valor - a se conscientizarem sobre modelos regenerativos. Mais importante ainda, permite empoderar e treinar novos líderes no campo da moda sustentável.

  • A tecnologia desempenha um papel importante em preencher lacunas e criar pontes entre agentes menores e investidores maiores.

  • A demanda por produtos de moda sustentáveis e responsáveis aumentou. As empresas precisarão se adaptar a este novo modelo de negócios para responder o questionamento das novas gerações.

A discussão foi seguida pela apresentação de jovens empreendedores e suas ideias inovadoras em prol da construção de um futuro sustentável.



List of young entrepreneurs

Neha Roa, dos Laboratórios de Tecido de Cânhamo da Boheco

Neha descreveu os benefícios do cânhamo, argumentando que é uma das fibras mais sustentáveis do mercado por não produzir resíduos, já que todas as partes da planta podem ser aproveitadas. Além disso, requer pouca água para crescer (a produção de uma camiseta de cânhamo requer apenas 680 litros de água, enquanto uma camiseta de algodão utilizaria 2.700 litros) e prospera sem o uso de pesticidas. Também é totalmente biodegradável, pois é um produto natural. Hoje, o cânhamo pode ser usado de mais de 25.000 formas (desde cordas a roupas e papel, entre outros). O cânhamo pode ser uma das soluções para melhorar a indústria da moda.


Shafat Khan, da equipe comunitária do escritório da Ashoka para o Reino Unido e Irlanda A Ashoka trabalha com empreendedores sociais de todo o mundo. Shafat afirmou que é fundamental capacitar jovens para se tornarem agentes de mudança, pois o mundo terá a maior população jovem de todos os tempos nos próximos anos. Não só precisamos apoiar os jovens a intensificar e criar mudanças, mas também a consumir de forma mais responsável, pois eles representam atualmente 30% dos compradores no setor da moda de luxo e, até 2025, representarão mais de 45% do total de compras. É extremamente importante incluir os jovens na agenda de desenvolvimento, e é isso que a Ashoka está concretizando. Shafat concluiu afirmando a necessidade de abarcar a enorme população jovem para uma participação ativa na construção de uma sociedade regenerativa.


Agradecemos ao público e aos palestrantes por suas reflexões e ideias estimulantes. Os desafios estão à frente de nós, mas podem ser superados em uma abordagem colaborativa se usarmos os recursos e as tecnologias corretas à nossa disposição. O mundo nos mostrou que mudanças drásticas são possíveis, então precisamos permanecer esperançosos de que melhores resultados na indústria da moda virão e protegerão o meio ambiente de maneira responsável.



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