google-site-verification=ldFPMJs5-yw4C3ux8Xv8ENWEiUVKr0YQXFz1pwdIcXE
top of page

Nossas roupas como solução: Fibras naturais vs. sintéticas



Fonte- SuperMacro Rope (acessado em 8 de julho de 2021)


Nesse post, vamos discutir as diferenças entre fibras naturais e sintéticas. Ao chamar atenção para a origem das fibras das nossas roupas, esperamos ajudar você a tomar decisões sustentáveis e eco-friendly, além de alimentar um mercado da moda ético.


As fibras são parte do nosso dia a dia. Os tecidos e têxteis que usamos diariamente podem ser caracterizados como fibras naturais ou sintéticas. As fibras naturais vêm de plantas e animais, enquanto as sintéticas são feitas a partir de compostos químicos. O uso de fibras naturais na produção de tecidos e na moda data de civilizações antigas. Na verdade, fibras naturais como o cânhamo eram usadas em têxteis no Oriente Médio e na China por volta de 8000 AC, e o linho fino torcido estava amadurecendo no Egito por volta de 3400 AC (Shareef, 2021). O linho é a fibra natural mais antiga e também a mais usada (Preisner, 2000). A produção de fibras sintéticas começou somente por volta de 1910 com a produção comercial de fibra de raiom devido ao desenvolvimento tecnológico (Gupta, 2007). Hoje, cerca de 60% das fibras das nossas roupas são sintéticas (Resnick, 2018).


Todas as fibras usadas na indústria da moda podem ter um impacto ambiental significativo. Sustentável por natureza, o uso de fibras naturais na produção de têxteis e na moda certamente está entre as melhores respostas para uma indústria da moda sustentável ao redor do mundo. As fibras naturais são parte do ecossistema. São renováveis, sustentáveis e biodegradáveis (Chandramohan, 2011). Além disso, não são tóxicas para humanos e a vida selvagem. Inclusive, algumas fibras naturais têm propriedades antimicrobianas, o que permite que sejam menos lavadas, economizando água e energia (Asim, 2017). Quando comparadas com as fibras sintéticas, as fibras naturais consomem menos energia e usam menos água na sua produção. As fibras sintéticas, apesar de também serem sustentáveis por natureza, não são necessariamente eco-friendly quando falamos de impactos ambientais. Especialmente porque materiais sintéticos como poliéster e nylon criam microplásticos que poluem o ambiente, especialmente os oceanos (Corami, 2020). Como resultado, as fibras naturais na produção de têxteis e na moda servem como uma das melhores respostas em direção a uma indústria da moda sustentável ao redor do mundo.

Famílias de toda parte do mundo estão em situações desastrosas por conta da perda da dependência da produção de fibras naturais (Adekomaya, 2016). Um aumento na adoção de fibras naturais pode gerar desenvolvimento em áreas rurais. Por exemplo, ao longo dos anos na Hecho x Nosotros, impactamos as vidas de mais de 7.500 artesãos e produtores através da oferta de workshops de preparação e oportunidades de trabalho. Em termos de sustentabilidade, comunidades indígenas na América Latina têm grande potencial por conta da quantidade de fibras naturais de alta qualidade e práticas têxteis tradicionais.

Fibras naturais alimentam comunidades sustentáveis que podem ter impacto positivo na biodiversidade através da proteção contra a desertificação e poluição, e servem como uma alternativa a fibras processadas quimicamente. As fibras naturais são a resposta mais responsável quando se trata de escolher as nossas roupas. Optar por fibras naturais tem a ver com conforto, qualidade e um impacto positivo no nosso planeta. Ao escolhermos essas fibras, estamos escolhendo também um impacto positivo no nosso planeta e nas nossas comunidades, melhorando a saúde, o bem-estar e o desenvolvimento local. Hoje, a sustentabilidade é a principal característica dos produtos de moda têxtil. Empresas de moda têxtil estão mais focadas em produtos sustentáveis que vão de encontro com aspectos ambientais e sociais. Optando por fibras naturais, a indústria da moda pode alimentar essa estratégica eco-friendly e uma solução que remonta ao passado.


Bibliografia:

Adekomaya, O., Jamiru, T., Sadiku, R., & Huan, Z. (2016). A review on the sustainability of natural fiber in matrix reinforcement – A practical perspective. Journal of Reinforced Plastics and Composites, 35(1), 3–7. https://doi.org/10.1177/0731684415611974


Asim, M., Jawaid, M., Saba, N., Nasir, M., & Sultan, M. T. H. (2017). Processing of hybrid polymer composites—a review. Hybrid polymer composite materials, 1-22.


Chandramohan, D., & Marimuthu, K. (2011). A review on natural fibers. International Journal of Research and Reviews in Applied Sciences, 8(2), 194-206.


Corami, F., Rosso, B., Bravo, B., Gambaro, A., & Barbante, C. (2020). A novel method for purification, quantitative analysis and characterization of microplastic fibers using Micro-FTIR. Chemosphere, 238, 124564.


Gupta, B. S. (2007). Manufactured textile fibers. In Kent and Riegel’s Handbook of Industrial Chemistry and Biotechnology(pp. 431-498). Springer, Boston, MA.


Preisner, M., Wojtasik, W., Kulma, A., Żuk, M., & Szopa, J. (2000). Flax fiber. Kirk‐Othmer Encyclopedia of Chemical Technology, 1-32

Resnick, B. (2018, September 19). More than ever, our clothes are made of plastic. Just washing them can pollute the oceans. Vox. https://www.vox.com/the-goods/2018/9/19/17800654/clothes-plastic-pollution-polyester-washing-machine.

Shareef, R. A., & Al-Alwan, H. A. S. (2021, February). Sustainable textile architecture: history and prospects. In IOP Conference Series: Materials Science and Engineering (Vol. 1067, No. 1, p. 012046). IOP Publishing.



7 visualizações0 comentário

תגובות


bottom of page