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África: Geradora e receptora dos desperdícios da indústria têxtil



Fonte: The Donkey Sanctuary acessado em 27 de maio de 2021 https://www.flickr.com/photos/thedonkeysanctuary/2988795145


Mesmo que o continente africano não sofra os impactos dos processos de fabricação tal como o continente asiático, ainda assim, a África está afetada por outras etapas da cadeia produtiva da moda: a aquisição de matéria prima e o desperdício de roupas.


Produção de fibras “veganas”: “viscose”


Atualmente, por todo o mundo se encontram distintas tendências de compra. Por isso, mais e mais empresas estão transformando seus processos e trocando os itens utilizados como insumo e matérias primas, buscando um alinhamento com trends como “sustentável” ou “artesanal”. No caso da indústria da moda, opções como a viscose estão sendo utilizadas para promover roupas “veganas”.


Ainda assim, a produção desta fibra apresenta pontos negativos, prejudiciais aos seus polos produtivos. Nesta seara, o continente africano é afetado na medida em que os grandes produtores de ”viscose” se encontram ali. Tomando por base o relatório “Moda Suja”, o processo de transformação da celulose requer o uso de produtos químicos altamente tóxicos, nocivos a saúde humana. Contudo, ao obtê-los das árvores, tem-se um impacto na biodiversidade com o incremento do desmatamento, a destruição de habitats e a extinção de espécies.


A vida depois do primeiro uso de uma roupa


O aumento da produção de roupas e, seu curto tempo de uso, acarretam grandes quantidades de desperdício têxtil. Mesmo com o crescimento das tendências de doação e reciclagem, a maior parte das roupas usadas ainda acabam em aterros ou exportada a países de terceiro mundo.

Por exemplo, a África é o principal destino de roupas de segunda mão. Em países como o Quênia, Uganda e Gana, suas grandes lojas vendem produtos de marcas como Nike, Adidas e até mesmo da Zara. Porém, apenas 30% das roupas de segunda mão podem voltar a ser utilizadas, devido à perda de qualidade delas. Os outros 70% deveriam ser recicladas ou até mesmo incineradas. Entretanto, registram-se alguns pontos a serem observados. A reciclagem não é fácil, pois é um processo caro e a incineração emite toxinas nocivas ao meio ambiente.


Então, o que fazer?


Diante destes fatores, diversas organizações como o Greenpeace e a Fundação Ellen MacArthur propõem soluções que atingem a todos os envolvidos na cadeia produtiva: consumidores, produtos, fornecedores e grandes empresas. No caso específico da “viscose”, não se pode pedir uma interrupção total na produção, mas sim uma mudança na estrutura da cadeia produtiva. Por outro lado, o desperdício de lixo é a vertente mais próxima dos consumidores, já que cabe a eles decidir o tempo de vida útil de suas roupas.

Cumpre ainda salientar que, em ambos os casos, as grandes empresas são as partes com maior poder de influência para promover e implementar estas mudanças.


Referências:

Carrasco, Alicia (2017) La viscosa ¿Una fibra sostenible? Fashion United https://fashionunited.es/noticias/moda/la-viscosa-una-fibra-sostenible/2017070724133

Joan Fuster (2019) El negocio de la ropa de segunda mano y su impacto en África UnitedExplanations https://www.unitedexplanations.org/2019/01/25/negocio-ropa-segunda-mano-impacto-africa/

Juan Pedro Chuet (2017) La industria textil no sabe qué hacer con la ropa usada Economía Digital https://www.economiadigital.es/tecnologia/ropa-usada-industria-textil-inditex_406842_102.html


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